Padrões de Beleza

26/04/2011 08:36

A moda é muito transitória. E assim como ela os conceitos de beleza também possuem essa característica, ou seja, o que se considera atraente em uma mulher não dura pra sempre. Tudo varia dependendo da moda dominante, da cultura de determinada época, da etnia e de quem analisa também.

As tendências se modificam com extrema velocidade e isso implica em adequações, tanto no modo de vestir quanto na beleza. Verifica-se que o padrão de beleza mudou muito nos ultimos tempos. Na época da Renascença o padrão "gordinha" era sinônimo de beleza. Na Idade Média, a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma época de matanças ocorridas nas cruzadas, trazia uma mulher de quadril largo e ventre avolumado.

Foi somente na década de 20 que a possibilidade de outros padrões de beleza foi real. Veio então, o padrão clássico muito bem representado por um mito do cinema: Greta Garbo. Depois essa beleza clássica passou a ser representada pelo rosto da sueca Ingrid Bergman e pela beleza latina da mexicana Maria Félix. Mais tarde vem Audrey Hepburn e muda o padrão, agora, bonita mesmo era mulher magra, esguia. Mas, outro tipo de beleza continuava a despertar paixões e outros sentimentos nos homens de todo o mundo era a beleza agressiva, sensual como a de Edna Purviance. Depois, veio o tipo misterioso e sensual de Rita Hayworth e a beleza agressiva, alegre e muito sensual também de Sofia Loren. No final dos anos 50 surgiram outras mulheres que representaram essa beleza agressiva.

A americana Marlyn Monroe marcou os anos 50 com suas curvas acentuadas e coxas fartas. A francesa Brigitte Bardot foi o grande padrão de beleza dos anos 60 e 70. Esta, também era formosa com suas curvas e lábios carnudos e consolidou o legado de Monroe. Mas, em meados da década de 60, a londrina Twiggy estabeleceu o padrão de beleza esquálido. Já, no final dos anos 60 outro padrão de beleza sensual, agressiva: Raquel Welch, conhecida pelo seu corpo sarado.

Mas, a realidade atual é que a beleza, assim como a moda, está relacionada a padrões de magreza impostos pela indústria da moda, a fim de atender as necessidades do fashion business por valorizar a roupa e, por consequência, vender mais. A top Gisele Bündchen ilustra essa realidade. Ela, com 52kg e 1.80m, apesar de apresentar cor e saúde está longe de Cindy Crawford, top dos anos 80 que pesava 57kg e media 1.77m de altura. Entre outras coisas os padrões foram de um corpo curvilíneo para um arquétipo mais andrógeno, isso sem falar no aumento expressivo do número de artigos sobre dietas presentes nas revistas femininas mais lidas em todo o mundo.

Como conseqüência desse novo padrão de beleza, uma ânsia pela busca do corpo perfeito tem levado muitas mulheres a tomar atitudes de auto-destruição. Além das cirurgias plásticas realizadas sem qualquer motivo óbvio, meninas estão desenvolvendo cada vez mais cedo doenças como aneroxia e bulimia.

Deixando um pouco a questão saúde de lado, a questão que permanece é: existe realmente um padrão de beleza? A resposta paira no ar. Contudo, uma afirmação pode ser feita: Segundo pesquisas realizadas por psicólogos evolucionistas, apesar da variação das descrições de beleza, a marca de fertilidade, do belo e da saúde, a cintura fina, sempre foi um símbolo imutável de beleza e feminilidade que perdurou por séculos.

Para finalizar, é importante destacar que a beleza também está ligada a auto-aceitação: Portanto, valorize seus pontos fortes, melhore o que é possível melhorar dentro das suas condições físicas, psicológicas e materiais, afinal, a beleza quem faz somos nós!

 

Espero que tenham gostado, até a prómixa (: